Atentado terrorista contra o Irã

Apesar de apenas cerca de 18% das exportações iranianas de petróleo serem negociadas com a União Europeia, o impacto do embargo imposto por esta não afetará a economia do Irã, ao menos ainda. No entanto, o maior impacto que esta manobra egoísta provoca recairá em países como Itália, Espanha e Grécia, este sozinho com cerca de 30% de seu petróleo importado do Irã. Esses são os países em maior crise na Europa atualmente, e os preços de derivados do petróleo devem subir, o que não preocupa líderes políticos da UE, mas os cidadãos desses países, que já vivem em situação difícil devido à crise. Não podemos esquecer ainda que outras consequências devem ser sentidas nos cidadãos iranianos, que terão problemas com a conversão do dólar e do rial, o que pode aumentar os preços de outros produtos de primeira necessidade. Em alguns anos, quando outros embargos entrarem em efeito, toda a economia do Irã for afetada, e a miséria se instalar no país, a culpa não será da Europa ou da Ásia (considerando que esta pode impor o embargo também), mas do regime de Ahmadinejad, assim como a miséria em Cuba é culpa do socialismo, e não dos Estados Unidos e dos demais países (inclusive o Brasil) que obedecem às ordens estadunidenses.

A nossa geração assistiu aos ataques aos Estados Unidos, à Espanha e à Inglaterra na última década e eceitou a explicação ocidental de que os atentados foram eminentemente de viés islâmico e representam a inveja dos árabes do regime democrático (pseudodemocrático, eu diria) do ocidente. Os atentados terroristas chamados embargos são perpetrados hoje contra o Irã por países que gostam de ser considerados como cristãos. É preciso não aceitar esses embargos e boicotar as multimilionárias empresas ocidentais que mantém o mundo em miséria, e não o Irã, que se tem de fato atividades nucleares, não é senão para se defender da pretensão pseudocristã ocidental.

Fonte: http://goo.gl/ikHlb 

High fidelity: 1º livro lido no Kindle

Acabo de terminar o meu primeiro livro completo no Kindle—High fidelity, de Nick Hornby. Já havia tempo que eu planejava ler esta obra, depois de ter assistido ao filme e de tê-lo considerado um dos 5 melhores filmes de todos os tempos (pra usar uma das manias de Rob Fleming, protagonista da obra)—Pulp fiction é o número 1, seguido de High Fidelity, Reservoir Dogs, 11:14 e Serendipity (dois de Quentin Tarantino; Jackie Brown, dele também, talvez seja o 6º).

Comecei a leitura em 5 de Dezembro, 4 dias depois de receber o meu primeiro Kindle. A leitura foi agradável e confortável. O Kindle é excelente em recursos, e a tecnologia e-ink é equivalente ao papel, mas não melhor, naturalmente. Estou preparando um relatório inicial de uso do Kindle que publicarei aqui depois que voltar de férias. Por hora insisto em que a leitura de um livro completo é fácil como a de um livro em papel: vale a pena ter esta alternativa de leitura. Eu havia lido apenas quatro livros inteiros na tela do computador (portátil da Toshiba), que não foi uma experiência desagradável, mas que eu hesito em repetir. Agora, com o Kindle, parece que não haverá mais diferença entre livro de papel ou eletrônico.

Não sei ao certo qual livro lerei agora, mas devo decidir em breve e começar a leitura assim que o fizer.

Carta de Bruxelas ao próximo presidente dos Estados Unidos da América

Acabo de ler A letter from Brussels to the next president of the United States of America*, escrita e lida por José Manuel Durão Barroso, então presidente da Comissão Europeia, na Palestra Paul-Henri Spaak, na Universidade de Harvard, em 24 de setembro de 2008.

O tom da carta é de temor em relação à posição dos EUA a partir do mandato do sucessor de George W. Bush, que na ocasião da leitura da carta seria McCain ou Obama, quanto às relações entre aquele país e a União Europeia. Mas o texto deve ser melhor entendido como um lembrete ao mundo (uma vez que seria colocada à disposição do mundo) de que esses dois Estados reconhecem sua hegemonia global e que não estão dispostos a perdê-la para as novas economias emergentes ou para a crise econômica atual.

O tom de Barroso é tipicamente europeu, hegemônico e segregacionista na medida em que defende que a multipolaridade mundial não deve ser a solução para a crise que ele reconhece ser a maior desde a quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929. Barroso reconhece ainda que a globalização e a emergência de novas potências mundiais não estão abertas ao debate e que devem ser aceitas e integradas à manutenção da hegemonia estadunidense-europeia. Barroso—corroborando com o perfil dado acima—não deixa de enfatizar sua confiança no neoliberalismo que teme ser eliminado, mesmo reconhecendo ser este o responsável pela crise contemporânea.

A ênfase de Barroso na nova Europa, que ele alega ser diferente à de meros cinco atrás, é uma indicação clara de que o autor reconhece o grau da crise na qual estão envolvidas as duas superpotências e as dificuldades, não apenas as já impostas à humanidade, mas as que ainda estão a caminho, o que requer a interdependência proposta por Barroso.

Entretanto, considerando que a carta foi escrita antes dos acontecimentos de 2010—a primavera árabe; o movimento de ocupação da Rua Wall, em Nova Iorque, e as demais ocupações desencadeadas por este (ou para ser justo, o próprio movimento Occupy Wall Street tem origem nas Assembleias Gerais árabes ocorridas durante o período das revoluções de 2011, e mesmo posterior a ele); a consciência cada vez maior da humanidade da crise e a sua consequente insatisfação e demanda por mudança—Barroso falha em solicitar do futuro presidente dos EUA uma postura coerente diante das demandas mundiais. Barroso bem sabe que a primeira década do século XXI trouxe consigo a luz que deixou às claras as ações dos governantes e das autoridades, que durante a maior parte do século passado agiram às escondidas, enquanto os seus povos (e os demais povos do mundo) olhavam com complacência acreditando que não era necessário saber o que os seus líderes faziam, em atitude de confiança. Obama se candidatou, aliás, fazendo uso—entre outras—da mesma ferramenta que colocou nas ruas o povo árabe e depôs as ditaduras de seus países, e uniu a insatisfação do seu próprio povo (de Obama), levando-o às ruas e exigindo o fim da hegemonia do chamado 1%, para quem e por quem Obama, a UE (e McCain, se eleito) governam. Aqui está a chave para a solução da Europa e dos EUA em termos de sobrevivêcia. Ainda estamos para ver qual posição essas duas superpotências tomarão diante das revoluções de 2011.

Este documento é parte da bibliorafia de Política Internacional do concurso do MRE, para o qual estou estudando.

*Bibliografia de Política Internacional (concurso para admissão de diplomatas do MRE)

Leituras

  1. CARR, Edward Hallet. Que é História? 10ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011. 189 p. ISBN 9788577531417. (10/08/11)
  2. VIZENTINI, Paulo Fagundes. Manual do candidato: história mundial e contemporânea (1776 - 1991). Brasília: FUNAG, 2006. 344 p. ISBN 8576310627. (pp. 1-48, 05/08/11)
  3. MOO, Douglas J. Tiago: introdução e comentário. 1ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1990. ISBN 9788527501378. (pp. 1-56, 27/07/11)
  4. SHEDD Russell. O mundo, a carne e o diabo: suas características e estratégias para vencê-los. 1ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1991. ISBN 8527500310. (pp. 1-29, 25/07/11)
  5. MCNAB, Andrew. A epístola geral de Tiago. In. O novo comentário da Bíblia, vol. III. (pp. 1387-1400, 22/07/11)
  6. TIAGO. Epístola de Tiago (JFAC). (cap. 5, 22/07/11)
  7. TIAGO. Epístola de Tiago (JFARC). (cap. 4, 22/07/11)
  8. LAURIE, Greg. Resist the devil. In. Student New Testament (NLT). 1st ed. Wheaton, Illinois, USA: Tyndale House Publishers, 1996. ISBN 0842353976. (p. 303, 22/07/11)
  9. JAMES. James (NLT). (chapter 4, 22/07/11)
  10. JAMES. The letter of James (NASB). (chapter 4, 22/07/11)
  11. TIAGO. Epístola de Tiago (NVI). (cap. 4, 22/07/11)
  12. BUCKLAND, A. R. "Regeneração". In. Dicionário bíblico universal. (p. 372-373, 22/07/11)
  13. STORNIOLO, Ivo; BALANCIN, Euclides Martins. Comentário ao capítulo 4 de Tiago. 1ª ed. São Paulo: Paulus, 1990. (p. 1493, 22/07/11)
  14. TIAGO. Epístola de Tiago (EP). (cap. 4, 22/07/11)
  15. GILL, John. James 4. In. John Gill's exposition of the Bible. (http://www.ewordtoday.com/comments/james/gill/james4.htm, acessado em 22/07/11)
  16. TIAGO. Epístola de Tiago (IBB). (cap. 4, 22/07/11)
  17. TIAGO. Epístola de Tiago (JFAC). (cap. 4, 22/07/11)
  18. SONGER, Harold S. Comentário à epístola de Tiago. In. Comentário bíblico Broadman, vol. 12. (pp. 150-156, 22/07/11)
  19. MCNAB, Andrew. A epístola geral de Tiago. In. O novo comentário da Bíblia, vol. III. (pp. 1395-1397, 22/07/11)
  20. NETTO, José Paulo. Prólogo à edição brasileira. In. MARX, Karl. Para a questão judaica. 1ª ed. São Paulo: Expressão Popular, 2009. pp. 9-33. ISBN 9788577431069. (22/07/11)
  21. DUSILEK, Darci. Toda a Bíblia em um ano: de Colossenses a Apocalipse. (pp. 21-26, 16/07/11)
  22. PAULO. Carta a Timóteo (JFARC). (16/07/11) 
  23. BUCKLAND, A. R. "Timóteo (Epístolas a)". In. Dicionário bíblico universal. (p. 429, 16/07/11)
  24. BUCKLAND, A. R. "Timóteo". In. Dicionário bíblico universal. (p. 428-9, 16/07/11)
  25. SONGER, Harold S. Comentário à epístola de Tiago. In. Comentário bíblico Broadman, vol. 12. (pp. 128-39, 15/07/11)
  26. BUCKLAND, A. R. "Tiago (Epístola universal de)". In. Dicionário bíblico universal. (p. 426-7, 15/07/11)
  27. BUCKLAND, A. R. "Tiago". In. Dicionário bíblico universal. (p. 426, 15/07/11)
  28. TIAGO. Epístola de Tiago (IBB). (cap. 3, 15/07/11)
  29. JAMES. James (NLT). (chapter 3, 15/07/11)
  30. TIAGO. Epístola de Tiago (JFARC). (cap. 3, 15/07/11)
  31. TIAGO. Epístola de Tiago (JFAC). (cap. 3, 15/07/11)
  32. TIAGO. Epístola de Tiago (NVI). (cap. 3, 15/07/11)
  33. TIAGO. Epístola de Tiago (EP). (cap. 3, 15/07/11)
  34. JAMES. The letter of James (NASB). (chapter 3, 15/07/11)
  35. MENDES, Norma Musco. Roma republicana. (15/07/11)
  36. DUSILEK, Darci. Toda a Bíblia em um ano: de Colossenses a Apocalipse. (pp. 16-20, 10/07/11)
    FLEW, Antony. Um ateu garante: Deus existe. (pp. 5-20, 10/07/11)
  37. BUCKLAND, A. R. "Tessalônica". In. Dicionário bíblico universal. (p. 424, 10/07/11)
  38. PAULO. 2 Tessalonissenses (JFAC). (09/07/11)
  39. LEWIS, C. S. Miracles. (pp. 283-294, 08/07/11)
  40. TIAGO. Epístola de Tiago (JFAC). (cap. 2, 08/07/11)
  41. LEWIS, C. S. Miracles. (pp. 283-294, 07/07/11)
  42. DUSILEK, Darci. Toda a Bíblia em um ano: de Colossenses a Apocalipse. (pp. 11-15, 02/07/11)
  43. PAULO. 1 Tessalonissenses (JFAC). (02/07/11)
  44. SONGER, Harold S. Comentário à epístola de Tiago. In. Comentário bíblico Broadman, vol. 12. (pp. 128-36, 01/07/11)
  45. TIAGO. Epístola de Tiago (IBB). (cap. 1, 01/07/11)
  46. TIAGO. Epístola de Tiago (JFAC). (cap. 1, 01/07/11)
  47. TIAGO. Epístola de Tiago (EP). (cap. 1, 01/07/11)
  48. TIAGO. Epístola de Tiago (NVI). (cap. 1, 01/07/11)
  49. PLATT, David. Radical. (01/07/11)
  50. JAMES. James (NLT). (chapter 1, 01/07/11)
  51. JAMES. The letter of James (NASB). (chapter 1, 01/07/11)
  52. DUSILEK, Darci. Toda a Bíblia em um ano: de Colossenses a Apocalipse. (pp. 5-10, 23/06/11)
  53. JONES, J. Ithel. A epístola aos colossenses. In. O novo comentário da Bíblia, vol. III. (pp. 1285-1296, 18/06/11)
  54. DUSILEK, Darci. Toda a Bíblia em um ano, vol. 4. (pp. 5-10, 17/06/11)
  55. PAULO. Carta aos colossenses (EP). (17/06/11)
  56. PADILLA, René. Missão integral. (16/06/11)
  57. DUSILEK, Darci. Toda a Bíblia em um ano: de Colossenses a Apocalipse. (pp. 5-10, 14/06/11)
  58. THIELICKE, Helmut. Recomendações aos jovens teólogos e pastores. (13/06/11)
  59. SIMMEL, Georg. Questões fundamentais da sociologia. (pp. 39-58, 02/06/11)
  60. STROBEL, Lee. The case for a creator. (pp. 93-124, 27/05/11)
  61. CATÃO, Francisco. O que é Teologia da Libertação. (26/05/11)
  62. MARK. The Gospel according to Mark. (caps. 1-10, 26/05/11)
  63. FROMM, Erich. Marx's concept of man. (pp. 1-19, 25/05/11)
  64. PAUL. The second letter of Paul to the Thessalonians (NASB). (25/05/11)
  65. PRADO Jr., Caio. O que é Filosofia. (24/05/11)
  66. PAUL. The first letter of Paul to the Thessalonians (NASB). (24/05/11)
  67. PAUL. The letter of Paul to the Galatians (NASB). (23/05/11)
  68. JAMES, The letter of James (NASB). (22/05/11)
  69. HOMER, Ilíada. Canto I. (20/05/11)
  70. MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. (09/05/11)
  71. STROBEL, Lee. The case for a creator. (pp. 93-124, 04/05/11)
  72. GLADWELL, Malcolm. The Tipping Point. (pp. 15-29, 04/05/11)
  73. MCGRATH, Alister E. Teologia sistemática, histórica e filosófica: uma introdução à Teologia cristã. (pp. 175-195, 11/04/11)
  74. BERGER, Peter L. Perspectivas sociológicas: uma visão humanística. (pp. 106-136, 07/04/11)
  75. HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. (pp. 1-44, 06/04/11)
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  77. AZEVEDO, Fernando de. Princípios de Sociologia. (pp. 63-77, 31/03/11)
  78. WEBER, Max. Sociologia. (pp. 129-141, 24/03/11)
  79. WEBER, Max. Economia e sociedade, vol. I. (pp. 199-203, 16/03/11)
  80. PIRENNE, Henri. História econômica e social da Idade Média. (pp. 1-15, 10/03/11)
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  82. CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. (pp. 16-24, 09/03/11)
  83. HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. (pp. 1-34, 07/03/11)
  84. PAULO. Carta aos Efésios (JFA). (26/02/11)
  85. DUSILEK, Darci. Toda a Bíblia em um ano, vol. 3. (pp. 62-66, 23/02/11)
  86. BORON, Atílio A. et al. A teoria marxista hoje: problemas e perspectivas. (pp. 1-75, 10/02/11)
  87. LUGON, Clovis. A República Guarani. (pp. 1-31, 17/01/11)
  88. VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. (17/01/11)
  89. MORUS, Tomás. A utopia. (pp. 1-40, 16/01/11)
  90. FERNANDES, Florestan. Da guerrilha ao socialismo: a revolução cubana. (pp. 1-26, 15/01/11)
  91. FIORIN, J. Luiz; SAVIOLI, F. Platão. Lições de texto: leitura e redação. (pp. 96-106, 13/01/11)
  92. CARR, Edward Hallet. Que é história? (pp. 1-65, 13/01/11)
  93. PAROSCHI, Wilson. Crítica textual do Novo Testamento. (pp. 1-84, 12/01/11)
  94. GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. (pp. 1-31, 11/01/11)
  95. HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. (pp. 1-50, 10/01/11)
  96. VAGANAY, Leon; AMPHOUX, Christian-Bernard. An introduction to New Testament textual criticism. (pp. 1-13, 09/01/11)
  97. JOÃO. O evangelho segundo João. (08/01/11)
  98. DUSILEK, Darci. Toda a Bíblia em um ano, vol. 3. (pp. 27-31, 08/01/11)
  99. PEREGALLI, Enrique. A América que os europeus encontraram. (pp. 1-21, 08/01/11)
  100. VERNANT, Jean-Pierre. Mito e religião na Grécia antiga. (pp. 1-46, 08/01/11)
  101. BETHELL, Leslie. História da América Latina, vol. I (caps. 1-2, 08/01/11)
  102. CLASTRES, Pierre. A sociedade contra o Estado. (cap. 1, 08/01/11)
  103. HABERMAS, Gary. Why I believe the New Testament is historically reliable. (16/12/09)
  104. CRAIG, William Lane. The evidence for Jesus. (10/12/09)
  105. Catholic Encyclopedia. Devil. (27/11/09)
  106. MANSOUR, Camille. Reflections on the war on Gaza. (21/11/09)
  107. MENETREZ, Frank J. Dershowitz v. Finkelstein: who’s right and who’s wrong? (17/11/09)